No "Sem Rodeios", Olimpio faz análise marcante e defende ação dos EUA contra facções brasileiras
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O analista político e vereador de Curitiba Olimpio Araujo Junior (PL) foi convidado para comentar o contexto político nacional no programa jornalístico Sem Rodeios, da Gazeta do Povo, na última sexta-feira (29/05). Ele participou ao vivo da transmissão ancorada pela jornalista Mariana Braga e Guilherme Oliveira, ocasião em que defendeu abertamente a histórica decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais.
De acordo com o analista, o avanço das facções criminosas brasileiras já ultrapassou as fronteiras nacionais e atingiu escala global, conectando-se a redes como o Hezbollah e o Cartel de Los Soles, além de possuir braços no mercado financeiro e no ambiente político. O comentarista alertou para a necessidade de atualizar a visão que a sociedade tem dessas organizações.
"Eu converso com algumas pessoas que têm aquela visão do membro do PCC como aquele presidiário de bermuda, sem camiseta e chinelo Havaiana dentro de uma cela na cadeia. E não é mais hoje. É uma grande máfia com tentáculos aí em, se eu não me engano, mais de 27 países, atuando com empresas legitimadas", explicou Olimpio, citando como exemplo operações recentes que identificaram dezenas de postos de combustível lavando dinheiro em Curitiba.
Ao rebater as críticas da esquerda sobre a atuação do governo americano, Olimpio foi categórico ao afirmar que a decisão de Donald Trump visa proteger os próprios interesses e o povo dos EUA, dado o volume de patrimônio e a influência que essas facções possuem em solo americano. Ele apontou ainda que as investigações de agências como a CIA e o cerco internacional a esse tipo de estrutura costumam levar anos de planejamento.
Bastidores da campanha e embate diplomático
Questionado pela bancada sobre a guinada estratégica na imagem e na comunicação de Flávio Bolsonaro após agendas nos Estados Unidos e o retorno a Brasília, Olimpio revelou que a aproximação com a cúpula do Partido Republicano faz parte de um plano sólido e maduro, que foge de protocolos comuns. Para ele, o movimento demonstra o forte interesse de Trump em uma mudança política na América Latina.
O analista contrapôs a postura de Flávio Bolsonaro à do atual presidente da República, tecendo duras críticas às recentes declarações do governo federal. "O Lula acabou de fazer um pronunciamento (...) bastante destemperado, bem descontrolado, agredindo ali o Marco Rubio, o secretário de Estado norte-americano, e indignado com o fato dos Estados Unidos ter interesse em cuidar, como ele mesmo falou, parafraseando o Lula, dos nossos criminosos. Então, o Lula está muito preocupado com os criminosos dele", alfinetou.
Em contrapartida, Olimpio ressaltou o compromisso firmado pela oposição em solo americano. "Já o Flávio Bolsonaro, com poucas palavras ali, em encontro breve, deixou bastante claro que a prioridade dele vai ser a luta contra essas organizações narcoterroristas, que ele quer todos eles presos e que ele estará ao lado do Trump deixando o caminho livre para que esse combate seja feito em nosso território", concluiu o vereador, consolidando a confiança mútua entre as lideranças conservadoras para o futuro pós-eleitoral.



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