Olimpio Junior analisará representações encaminhadas à Corregedoria da Câmara
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O primeiro-vice-corregedor da Câmara Municipal de Curitiba, Olimpio Araujo Junior (PL), será responsável por analisar nove representações que pedem a apuração de possíveis infrações ao Código de Ética e Decoro Parlamentar. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (12) pela Mesa Diretora da Casa, que determinou o encaminhamento dos procedimentos à Corregedoria.
A medida ocorre porque os casos envolvem a atual corregedora, Delegada Tathiana Guzella, tanto como representada quanto como representante. Nesta etapa, não houve análise do mérito das acusações.
Os procedimentos analisados foram:
01122/2026 - protocolado pelo Coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia (CAAD), representado por José Carlos Portella Junior, Ivete Maria Caribé da Rocha e Tânia Mara Mandarino, em face da vereadora Delegada Tathiana Guzella, relacionado ao fato envolvendo a vereadora Vanda de Assis, na sessão do dia 5 de agosto;
01129/2026 - protocolado pela vereadora Vanda de Assis em face da vereadora Delegada Tathiana Guzella, relacionado ao mesmo episódio;
01130/2026 - protocolado por Gregori Fiorini Cunto Barbosa em face da vereadora Delegada Tathiana Guzella, relacionado ao mesmo episódio;
01132/2026 - protocolado pela vereadora Delegada Tathiana Guzella em face da vereadora Vanda de Assis, destinado à apuração de possível falsa imputação de xenofobia, no dia 5 de agosto, durante debate parlamentar sobre políticas públicas destinadas à população em situação de rua;
01141/2026 - protocolado por Benedito Silva Junior em face da vereadora Delegada Tathiana Guzella, relacionado ao ocorrido no 5 de agosto;
01145/2026 - protocolado pela vereadora Professora Angela (PSOL) em face da vereadora Delegada Tathiana Guzella, destinado à apuração de possível transfobia durante o debate do projeto que reconhece Curitiba como Capital Pró-Vida, no dia 3 de agosto;
01146/2026 - protocolado por Lincoln Machado Domingues e Matheus Miranda Guérios em face da vereadora Delegada Tathiana Guzella, relacionado ao ocorrido no 5 de agosto;
01156/2026 - protocolado por Arilson Maroldi em face da vereadora Delegada Tathiana Guzella, também relacionado ao ocorrido no 5 de agosto;
01161/2026 - protocolado pelas vereadoras Camilla Gonda (PSB) e Professora Angela em face da vereadora Delegada Tathiana Guzella, também relacionado ao ocorrido no 5 de agosto.
A reunião da Mesa desta quarta-feira analisou somente se as representações preenchiam os requisitos regimentais, sem fazer qualquer avaliação sobre o mérito das acusações. Os nove expedientes foram admitidos e serão encaminhados à Corregedoria da CMC para as providências cabíveis.
Participaram da reunião os vereadores Tico Kuzma (PSD), presidente da Câmara; Nori Seto (PP), segundo-vice-presidente; Bruno Rossi (Agir), primeiro-secretário; Indiara Barbosa (Novo), segunda-secretária; e Giorgia Prates - Mandata Preta (PT), quarta-secretária. A reunião ocorreu após o encerramento da sessão plenária desta quarta-feira.
O que diz o Regimento Interno da Câmara
Segundo os artigos 29 a 37 do Código de Ética e Decoro Parlamentar, anexo ao Regimento Interno da CMC, depois que a Mesa admite uma representação, cabe à Corregedoria avaliar o encaminhamento adequado ao caso.
Não há prazo regimental para a decisão sobre a instauração de sindicância. Caso seja instaurada, a apuração deverá ser concluída em até 30 dias.
Quando os fatos estiverem suficientemente caracterizados como possível infração ético-disciplinar de menor gravidade, passível de censura pública ou suspensão de prerrogativas regimentais, a Corregedoria apresenta sua manifestação e encaminha o caso ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, responsável pela abertura do procedimento próprio.
Se a possível infração for de maior gravidade, com previsão de suspensão ou cassação do mandato, a Corregedoria também apresenta manifestação, mas o processo é encaminhado ao Plenário da Câmara, seguindo o rito previsto no decreto-lei federal 201/1967.



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